 O
Norte de Minas terá um Projeto de Convivência com a Seca,
a ser desenvolvido pela Emater-MG em parceria com a Universidade
Estadual de Montes Claros (Unimontes) e Associação dos Municípios
da Área Mineira da Sudene (Amams), conforme decisão tomada
no mês passado pela direção dos três órgãos, durante reunião
em Montes Claros. O presidente da Emater-MG, José Silva, explicou
que o primeiro passo foi dado, com a instalação do Centro
de Excelência em Brasília de Minas e em abril, será instalado
outro em Espinosa, enquanto aguarda a liberação de emenda
no Orçamento Geral da União, no valor de R$ 5 milhões, para
a compra da Patrulha Motomecanizada Ambiental, a ser utilizada
pela Amams, na construção de pequenos barramentos, cacimbas,
pequenos açudes e outros serviços de revitalização das matas
ciliares e das nascentes. Para comentar sobre este programa
e atuação da Emater-MG na região, o convidado do Projeto SALA
DE VISTA deste domingo é presidente da Emater de Minas Gerais,
José Silva. Entre e seja o nosso convidado.
JORNAL
DE NOTICIA – Qual análise que você faz da Emater-MG, nos primeiros
quatro anos de governo Aécio Neve?
JOSÉ SILVA – A Emater-MG é atualmente uma
nova empresa que depois do choque de gestão, liderado pelo
governador Aécio Neves, ela mudou seu foco de ação, deixou
de ser uma empresa que trabalhava apenas com produção e passou
investir com o foco das pessoas, pensando no mercado na aliança
e na parceria de todos os componentes das cadeias produtivas
e principalmente focada na renda e na qualidade de vida de
todos os mineiros, e com isso passou a ser uma empresa mais
ágil e eficaz, nós expandimos nossa área de atuação, saímos
de 650 municípios para 786, e reduzimos a idade média a idade
média de nossa frota de 14 para 7 anos com aquisição de mais
de 450 veículos, foi investido na modernização da empresa
comprando mais de 1000 computadores, acertando toda a questão
interna de funcionários, investido no conhecimento na capacitação
dos nossos profissionais e principalmente fortalecendo ela
como uma empresa que constrói e implementa a política publica
como dizem os produtores e agricultores da Emater-MG, hoje
ela é uma empresa que leva os projetos para a frente, com
a parceria da governo federal e como outras empresas do sistema
operacional da agricultura e uma parceria muito forte com
os municípios. Então é uma nova Emater para Minas Gerais.
JN
– Falando em parceria com os municípios, o que a Emater-MG
tem de notícia neste momento para o Norte de Minas?
JOSÉ SILVA - A Emater está neste momento
desenhando um projeto de desenvolvimento próprio sustentável,
com a parceria com a Amams e com a bancada mineira do Congresso
Nacional, sendo que uma das ações deste projeto é uma patrulha
ambiental que será gerenciada pela Amams com assessoria da
Emater de fazer os trabalhos como, construção de pequenas
barragens, proteção de nascente, composições de matas ciliares.
A outra linha de ação da Emater-MG, é o Minas Sem Fome da
região que é um projeto que faz assistência técnica, fornece
insumos, sementes, e outra linha que estamos preocupados que
são alternativas para acabar com a seca, e para isso já inauguramos
o Centro de Excelência de Ambiente de Brasília de Minas e
estamos em fase conclusão dos Centros de Ponto dos Volantes
no Vale do Jequitinhonha e Espinosa, que são unidades de educação
ambiental onde estaremos com as universidades e a sociedade
construindo os meios de gestão. Assinamos um convenio com
a Unimontes. Está sendo investido neste centro 300 mil reais.
Investiremos principalmente na profissionalização dos produtores
e a Unimontes estará conosco participando da unidade de tática
e mostrando quais as alternativas para a seca que são mais
viáveis e além disso existe um programa que é o Procriam que
é desenvolvido para mais de 100 propriedades demonstrativas
e que tem uma nova parceria com o Embrapa, além de outras
parcerias lideradas pela Amams que definimos quais são os
indicadores de custo dos sistemas de abastecimento de água
em pequenas comunidades rurais para que a partir desse trabalho,
a Unimontes, a Emater e a Amams juntos
JN
– O projeto do Biodiesel está anunciado para Montes Claros,
a questão da mamona e pinhão manso, qual a cultura que você
acha mais interessante para que se produza no Norte de Minas?
JOSE SILVA – Hoje temos uma pesquisa em andamento
feito pela empresa de pesquisa, a Epamig, que mostra que o
pinhão manso tem uma alta viabilidade e uma cultura que o
seu óleo, os seus sub-produtos são mais adequados para a região.
A mamona é uma excelente fonte produtora de Biodíesel, mas
o mercado, principalmente, de cosméticos, tem um mercado mais
atrativo. Com isso estamos junto com a prefeitura de Montes
Claros, e a Amams e Unimontes estudando, para que a Epamig
possa estar publicando o sistema de produção para união máxima,
e nós estaremos juntos com as prefeituras, com a Sociedade
Rural de Montes Claros, para que o governo federal possa liberar
o Pronaf e assim possibilitar que essa lapa industrial funcione
utilizando principalmente matéria prima produzida na região
e não seja necessário dar importância a outras que não tenha
por aqui, como e o caso da soja que e a maior produção mas
não aqui no Norte de Minas.
JN
– A questão da mamona e do biodiesel, a Emater vai distribuir
sementes, vai fazer o acompanhamento, como vai acontecer todo
o processo?
JOSE SILVA- Inicialmente estaremos apenas
trabalhando com a formação de associações e cooperativas para
que os agricultores possam fortalecer seu poder de produção
tanto na compra como na venda e dando assistência técnica,
no segundo momento podemos estudar junto com as prefeituras
se haverá alguma política infomento, mas inicialmente não,
apenas assistência técnica e o trabalho de organização dos
agricultores.
JN
– A questão de investimento, o que a Emater preparou para
o Norte de Minas, você tem a quantidade de recursos para a
região?
JOSE SILVA- Atualmente, através do Minas
sem Fome e do Centro de Excelência de meio ambiente, o governo
de Minas investiu através da Emater mais de R$, 2,5 milhões
em sementes, insumos, equipamentos e veículos para o semi-árido
mineiro.
JN-
Você acredita que esse valor vai aumentar, com a usina de
biodiesel vindo para Montes Claros?
JOSE SILVA – Eu não duvido que esse valor
vai aumentar, porque para 2007 já temos seguro para o Estado
de Minas R$ 11 milhões e 200 mil, e temos ainda duas emendas
da bancada mineira no Congresso Nacional, que uma delas destinará
para o Minas sem Fome cerca de R$ 15 milhões, e uma de desenvolvimento
rural sustentável também no valor de R$ 15 milhões, sendo
que essa, 70% será destinada ao semi-árido mineiro, então
temos assegurado muitos recursos em 2007 para a região.
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