Magnus Medeiros

Por Haroldo Lívio de Oliveira

 

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Magnus Dener Medeiros trombeteia em sua página de jornal que está completando, em sua promoção Mulheres de Ação e Nomes de Expressão, 35 anos de imprensa. Acontece que ele, antes de titularizar coluna social de renome, já fizera alguns cometimentos no jornalismo e na literatura regional. Trabalhos de sua autoria, ou melhor, de sua “griffe”, já tinham sido publicados em letra de forma e lidos pelo grande público leitor, com agrado. Sendo agraciado com o dom de escrever fácil e possuindo um vasto cabedal de conhecimentos gerais, além de ser muito bem relacionado na baixa, na média e na alta sociedade, de ser um verdadeiro cidadão do mundo, foi inevitavelmente convidado para assinar uma página de reportagem social no extinto Diário de Montes Claros, fundado pelo nosso compadre Décio Gonçalves de Queiroz e o saudoso Júlio César de Melo Franco, onde tudo começou.

 

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O que começou ali, realmente, foi a carreira jornalística do futuro Embaixador do Norte de Minas, cognome que veio a calhar com seu perfil de pessoa pública dedicada aos interesses de nossa região. Para começar, Magnus Medeiros, embora não seja montes-clarense nato, nasceu ali mesmo, no balneário de Pirapora, de onde trouxe para nós, que não somos barranqueiros, o colorido, os sons e a alegria do carnaval piraporense. E para completar nossa felicidade tornou-se irmão de todos nós como montes-clarense de coração. Sua biografia é mais romântica que seu curriculum vitae.

 

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Basta dizer que, ainda menino pequeno, veio “de trem pra Montes Claros”, como na conhecida canção, formando na mudança da família de “Seu” Tota, para fundar a Padaria Flor do Sertão. Crescendo em idade e graça, revelou-se um dos artistas mais aplaudidos de nossa Cidade da Arte e da Cultura, por ser um artista completo que canta e dança ao som do violão por ele mesmo dedilhado. Nos bailes da vida, nos bons tempos do Clube Montes Claros e da boate da Praça de Esportes, a noite não podia terminar sem sua “canja” de encerramento com chave de ouro. Solicitado por insistente aplauso, para subir ao palco, ele atendia e abria o espetáculo cantando Agustín Lara, Maysa, Vinícius… Saía carregado em triunfo. Há uns cinqüenta anos atrás, vejam só, posou para a Revista ENCONTRO, num misto de entrevista e ensaio fotográfico. Já era VIP.